(Arquivo para Fotografia)


3
Oct 11

O meu outro site é giro

Alterei o meu site “oficial” para uma montra de fotografias da minha autoria. Com o título de Eu não sou fotógrafo!, é essa a mensagem que pretendo passar. Não sou nem pretendo ser, mas gosto imenso de captar momentos e de os partilhar com quem me rodeia.



19
Jan 11

Hoje sento-me assim!

Still alive!



18
Jan 11

Cores contra P&B

A realidade é a cores e a fotografia a preto & branco, diria Cartier-Bresson. Eu nunca concordei, mas também nunca ninguém me pediu a opinião. Penso que existem fotografias para preto & branco e fotografias para cores, existem temáticas para preto & branco e temáticas para cores. E depois existem aquelas em que podemos ficar na dúvida. O exemplo que eu coloquei aqui é um desses casos onde ainda estou a tentar decidir.

Na minha humilde opinião por norma natureza é a cores, não há muito a discutir, a excepção à regra só acontece quando existe um padrão/textura acentuado. Na praia por exemplo, o jogo de contrastes funciona bastante bem, tal como em fotografia de rua. Como a foto seguinte combina ambos os aspectos, ficar a preto e branco é uma vantagem:

beach, a lost one

Na primeira fotografia existem padrões fortes na erva e o contraste fica bem a preto & branco, mas por outro lado na fotografia a cores (que levou um tratamento para se aproximar a algo saído de um rolo Fujichrome Velvia) nota-se melhor o trilho de pegadas que dirige o olhar pelo monte a cima e que também fazia parte da ideia original da fotografia, para além de ter aquela saturação que “dá no olho” com facilidade.

Este post nunca existira se o meu objectivo fosse só dissertar sobre o assunto e não pedir a vossa opinião sincera. Sobre cores e preto & branco, mas sobretudo sobre a casa no topo do monte em plena Serra de Monchique, para chegar a consenso e publicar uma das versões no Flickr.



1
Dec 10

Go and try, you will never break me

go and try, you will never break me

Se duplicar conteúdo, talvez alguém veja. E já agora, triplico no Flickr.



12
Oct 10

Gosto de casamentos

Estou a ganhar um apreço especial por casamentos. Um fim-de-semana em que posso comer e beber, estar com amigos e família, partilhar emoções e ainda conciliar com o hobby da fotografia!

Wedding Ricardo & Joana II

Nunca gostei muito de fotografia de casamento, o tipo de documentação feita é sempre muito linear quando se é o fotógrafo principal do evento. Aquelas fotografias obrigatórias em casa, na igreja, no jardim com os convidados. Mas a realidade é simples, é isso que os noivos e os convidados procuram, o fotógrafo faz aquilo para que é pago. Se não há esse tipo de registo, os convidados vão perguntar. E se há procura, deve haver oferta e o fotógrafo aproveita para fazer uns trocos extra. Sei que lá fora há excelentes exemplos que contrariam aquilo que escrevo, por cá, não vejo essa evolução. Parte disso penso dever-se à precariedade deste tipo de emprego, grande parte dos «fotógrafos de casamentos» apenas trabalham nessa área ao fim-de-semana. E, uma vez que se cobram bem, nem faço ideia quanto custará o serviço de um fotógrafo mais conceituado, que possivelmente, já idealizaria algo mais trabalhado.

Wedding Mónica & Romeu I

Felizmente os últimos três casamentos a que assisti (cada uma das fotografias presentes neste post é de um deles) foram de familiares, o que me possibilita andar livremente com a câmara fotográfica por todo o lado. Eu gosto, eles agradecem, e os convidados (pelo menos os amigos em comum) também. O fotógrafo principal fica-me a olhar de lado, embora não lhe faça mossa no negócio, visto que até a minha mãe compra algumas fotos, pagas a peso de ouro. Mas continuo com o ponto de vista de que não era capaz, tanto por falta de capacidade técnica como vontade, de fazer isto em casamentos alheios. Alguns dos registos mais espontâneos que consigo devem-se à cumplicidade com os noivos.

Wedding Cátia & Bruno I

E para o ano já estão, pelo menos, mais três casamentos previstos! Eu “gosto disto” (à la Facebook) e o meu estômago aprova. Só espero não ser corrido à pedrada de nenhum pelo fotógrafo de serviço.



16
Mar 10

Guardar o equipamento fotográfico

Todo o fotógrafo, seja ele amador ou profissional, deve ter o máximo de cuidado na forma como guarda o seu equipamento. Atrevo-me a dizer que ao contrário do que se pode pensar o amador ainda deve ter mais cuidado! Embora o profissional em princípio tenha mais dinheiro investido no equipamento, utiliza-o muito mais regularmente, enquanto que o amador o pode deixar fechado por longos períodos de tempo.

Os fungos são um dos maiores inimigos das objectivas fotográficas, dividindo o pódio dos problemas taco-a-taco com os “descuidos” na sua manipulação. Como é de conhecimento geral os fungos têm propensão para o desenvolvimento em ambientes húmidos e sombrios. Por isso o ideal é proporcionar-lhes exactamente o ambiente inverso!

Sítios onde não se deve guardar o material por muito tempo: mochilas, malas e gavetas. Nenhum ambiente que possua uma grande capacidade de absorção (como é o caso da madeira e do tecido natural ou sintético) pode ser bom e a isso ainda se alia a inexistência de luz.

Ao gastar meia dúzia de euros é possível manter algumas centenas no bolso, vou dar exemplo do meu setup e dos custos associados:

Uma caixa da Domplex (porque se devem apoiar as marcas portuguesas) com 20 Litros de capacidade, transparente para entrar a luz, resistente e com boa capacidade de isolamento. Dois sacos de sílica gel de 20 gramas, em cantos opostos, com indicador químico laranja que vira verde escuro (não utilizar sílica com indicador azul, que se presume cancerígeno).

Como se pode ver é o suficiente para manter a caixa com uma humidade relativa bastante baixa! Como termo de comparação o mesmo higrómetro detectou ~60% dentro do meu quarto, uma meia-hora antes.

Os sacos de sílica gel, após viragem do indicador, podem ir ao forno (longe da chama, claro, não convém estragar o invólucro) para recuperar a sua capacidade absorvente. Comigo bastou uma hora com o forno do fogão (na potência mínima) para se dar a recuperação.

Custos:
- Caixa Domplex 20 Litros: 12€ (Continente)
- Sílica gel 10 sacos de 20 gramas: 7€ (eBay)
- Higrómetro + Termómetro: 14€ (eBay)

Convém proporcionar também alguns minutos de luz directa do sol no vidro, ou melhor ainda (mas mais difícil de conseguir) ter um lâmpada UV directa sobre a objectiva sempre que a retiramos e voltamos a colocar.

As restantes saquetas de sílica que não estão em uso na caixa estão separadas pela mochila e malas, onde a humidade é quase interminável.

Resumindo: Mais vale jogar pelo seguro, porque depois de uma objectiva apanhar um fungo filamentoso é complicado limpá-la na sua totalidade (e aos seus esporos). Para além de que qualquer limpeza irá ultrapassar largamente o valor de pouco mais de 30€ necessários ao investimento.



10
Nov 09

A inovadora Ricoh GXR

As câmaras digitais da Ricoh sempre foram dirigidas a nichos de mercado, principalmente a gama alta, as GX e GR são amadas do fundo do coração pela maioria dos seus donos, eles são é poucos. Mas a Ricoh agora deu um passo em frente, ou se preferirem um passo ao lado, e lançou a GXR, uma câmara compacta que permite a troca de uma parte dos seus componentes (um conjunto de objectiva, sensor e processador de imagem) em bloco, ao invés da trocar apenas de objectiva.

A GXR concorre lado a lado com uma Panasonic Lumix GF1 no que toca a tamanho e peso, mas os seus argumentos são outros. Bem, sinceramente, nesta fase ainda é difícil definir bem os argumentos da GXR. No lançamento estarão disponíveis:

• Corpo GXR: 459€
• Viewfinder VF-2: 249€
• Flash GF-1: 269€
• Pack A12: 670€
• Pack S10: 370€

O pack A12 tem um sensor CMOS APS-C de 12 Megapixeis com processador GR Engine II e uma objectiva 50mm f/2.5 Macro. Já o pack S10 é mais all-around, com um sensor CCD mais pequeno (1/1.7) de 10 Megapixeis com processador Smooth Imaging Engine IV e uma objectiva 24-72mm f/2.5-4.4 VC.

Por aqui já dá para ver como irá ser possível jogar com a conjugação sensor/objectiva. Todas as distâncias focais apresentadas são equivalentes, o crop factor do A12 é de 1,5 vezes e do S10 de 4,7 vezes. É possível desta forma verificar que todas as objectivas serão pequenas, mesmo as tele-zooms, bastando para isso utilizar um sensor pequeno (algo tipo m4/3 para as teles e um APS-C ou mesmo algo maior para primes e wides).

Temos ainda a possibilidade de uma grande optimização da combinação dos elementos, se tudo estiver polido, a focagem será sempre no ponto, pode existir correcção automática da distorção (ao bom estilo da Olympus) e não haverá (tantos) problemas de pó no sensor, uma vez que tudo estará selado.

Os preços é que não têm qualquer lógica na minha opinião, mesmo para preços de lançamento está tudo demasiado caro. O corpo é caro demais para um LCD com bateria e os packs são caros demais para aquilo que oferecem, principalmente o S10.

E o futuro?

Aqui entra o sonho. Se a Sigma faz objectivas third-party, porque não fazer packs third-party com o belo sensor Foveon? Acho que é a única associação que vejo possível entre marcas neste momento, numa tentativa de combater as m4/3. Não estou a ver ser possível uma hipótese que muita gente aponta, packs apenas com sensor + processador e correspondente baioneta (ou seja, sensor APS-C, processador correspondente e baioneta Nikon F-Mount por exemplo).

Talvez tivesse sido mais interessante dividir a máquina em três packs: corpo + sensor e cpu + objectiva. A optimização de todas as combinações seria bem mais complicada, no entanto possível e quem sabe, uma aposta que surgirá num futuro próximo.



8
Nov 09

Uma década em 100 fotografias


(fotografia por Akintunde Akinleye, 1º lugar do World Press Photo 2007)

O jornal Público disponibilizou Uma década em 100 fotografias, da agência Reuters. Dez fotografias ilustram cada ano. Embora muitas delas sejam bem conhecidas (como a que aqui deixo), nunca é demais recordar fotojornalismo desta qualidade.



20
Oct 09

A rapariga e o seu Danboard

O Danboard é um robô de papelão, que na realidade não é robô nenhum, mas isso não interessa nada. É uma personagem da famosa manga Yotsuba&! e a sua action figure é muito apreciada pelos fãs. O que me leva a escrever sobre Danboard, é um Project 365 criado por Arielle Nadel dedicado ao robô, que conheci através deste link. É de louvar tanta originalidade diária, tendo de utilizar sempre o mesmo boneco.

Para quem, como eu, não conhecia o Danboard, não deixa de ser espantoso verificar que uma pesquisa no Flickr devolve quase 5000 resultados, é um fenómeno de popularidade fotográfica este boneco. E também me parece (e agora vou ser mauzinho) que é um método rápido para chegar ao Explore. Mas ninguém tira mérito e a originalidade às fotografias conseguidas. Quem gostou desta galeria, pode ainda dar uma vista de olhos a estas duas de outros users (WillyCoolPics e Kiwi_Gal).



9
May 09

Project 365: Abril