(Arquivo para Fotografia)


16
Mar 10

Guardar o equipamento fotográfico

Todo o fotógrafo, seja ele amador ou profissional, deve ter o máximo de cuidado na forma como guarda o seu equipamento. Atrevo-me a dizer que ao contrário do que se pode pensar o amador ainda deve ter mais cuidado! Embora o profissional em princípio tenha mais dinheiro investido no equipamento, utiliza-o muito mais regularmente, enquanto que o amador o pode deixar fechado por longos períodos de tempo.

Os fungos são um dos maiores inimigos das objectivas fotográficas, dividindo o pódio dos problemas taco-a-taco com os “descuidos” na sua manipulação. Como é de conhecimento geral os fungos têm propensão para o desenvolvimento em ambientes húmidos e sombrios. Por isso o ideal é proporcionar-lhes exactamente o ambiente inverso!

Sítios onde não se deve guardar o material por muito tempo: mochilas, malas e gavetas. Nenhum ambiente que possua uma grande capacidade de absorção (como é o caso da madeira e do tecido natural ou sintético) pode ser bom e a isso ainda se alia a inexistência de luz.

Ao gastar meia dúzia de euros é possível manter algumas centenas no bolso, vou dar exemplo do meu setup e dos custos associados:

Uma caixa da Domplex (porque se devem apoiar as marcas portuguesas) com 20 Litros de capacidade, transparente para entrar a luz, resistente e com boa capacidade de isolamento. Dois sacos de sílica gel de 20 gramas, em cantos opostos, com indicador químico laranja que vira verde escuro (não utilizar sílica com indicador azul, que se presume cancerígeno).

Como se pode ver é o suficiente para manter a caixa com uma humidade relativa bastante baixa! Como termo de comparação o mesmo higrómetro detectou ~60% dentro do meu quarto, uma meia-hora antes.

Os sacos de sílica gel, após viragem do indicador, podem ir ao forno (longe da chama, claro, não convém estragar o invólucro) para recuperar a sua capacidade absorvente. Comigo bastou uma hora com o forno do fogão (na potência mínima) para se dar a recuperação.

Custos:
- Caixa Domplex 20 Litros: 12€ (Continente)
- Sílica gel 10 sacos de 20 gramas: 7€ (eBay)
- Higrómetro + Termómetro: 14€ (eBay)

Convém proporcionar também alguns minutos de luz directa do sol no vidro, ou melhor ainda (mas mais difícil de conseguir) ter um lâmpada UV directa sobre a objectiva sempre que a retiramos e voltamos a colocar.

As restantes saquetas de sílica que não estão em uso na caixa estão separadas pela mochila e malas, onde a humidade é quase interminável.

Resumindo: Mais vale jogar pelo seguro, porque depois de uma objectiva apanhar um fungo filamentoso é complicado limpá-la na sua totalidade (e aos seus esporos). Para além de que qualquer limpeza irá ultrapassar largamente o valor de pouco mais de 30€ necessários ao investimento.



10
Nov 09

A inovadora Ricoh GXR

As câmaras digitais da Ricoh sempre foram dirigidas a nichos de mercado, principalmente a gama alta, as GX e GR são amadas do fundo do coração pela maioria dos seus donos, eles são é poucos. Mas a Ricoh agora deu um passo em frente, ou se preferirem um passo ao lado, e lançou a GXR, uma câmara compacta que permite a troca de uma parte dos seus componentes (um conjunto de objectiva, sensor e processador de imagem) em bloco, ao invés da trocar apenas de objectiva.

A GXR concorre lado a lado com uma Panasonic Lumix GF1 no que toca a tamanho e peso, mas os seus argumentos são outros. Bem, sinceramente, nesta fase ainda é difícil definir bem os argumentos da GXR. No lançamento estarão disponíveis:

• Corpo GXR: 459€
• Viewfinder VF-2: 249€
• Flash GF-1: 269€
• Pack A12: 670€
• Pack S10: 370€

O pack A12 tem um sensor CMOS APS-C de 12 Megapixeis com processador GR Engine II e uma objectiva 50mm f/2.5 Macro. Já o pack S10 é mais all-around, com um sensor CCD mais pequeno (1/1.7) de 10 Megapixeis com processador Smooth Imaging Engine IV e uma objectiva 24-72mm f/2.5-4.4 VC.

Por aqui já dá para ver como irá ser possível jogar com a conjugação sensor/objectiva. Todas as distâncias focais apresentadas são equivalentes, o crop factor do A12 é de 1,5 vezes e do S10 de 4,7 vezes. É possível desta forma verificar que todas as objectivas serão pequenas, mesmo as tele-zooms, bastando para isso utilizar um sensor pequeno (algo tipo m4/3 para as teles e um APS-C ou mesmo algo maior para primes e wides).

Temos ainda a possibilidade de uma grande optimização da combinação dos elementos, se tudo estiver polido, a focagem será sempre no ponto, pode existir correcção automática da distorção (ao bom estilo da Olympus) e não haverá (tantos) problemas de pó no sensor, uma vez que tudo estará selado.

Os preços é que não têm qualquer lógica na minha opinião, mesmo para preços de lançamento está tudo demasiado caro. O corpo é caro demais para um LCD com bateria e os packs são caros demais para aquilo que oferecem, principalmente o S10.

E o futuro?

Aqui entra o sonho. Se a Sigma faz objectivas third-party, porque não fazer packs third-party com o belo sensor Foveon? Acho que é a única associação que vejo possível entre marcas neste momento, numa tentativa de combater as m4/3. Não estou a ver ser possível uma hipótese que muita gente aponta, packs apenas com sensor + processador e correspondente baioneta (ou seja, sensor APS-C, processador correspondente e baioneta Nikon F-Mount por exemplo).

Talvez tivesse sido mais interessante dividir a máquina em três packs: corpo + sensor e cpu + objectiva. A optimização de todas as combinações seria bem mais complicada, no entanto possível e quem sabe, uma aposta que surgirá num futuro próximo.



8
Nov 09

Uma década em 100 fotografias


(fotografia por Akintunde Akinleye, 1º lugar do World Press Photo 2007)

O jornal Público disponibilizou Uma década em 100 fotografias, da agência Reuters. Dez fotografias ilustram cada ano. Embora muitas delas sejam bem conhecidas (como a que aqui deixo), nunca é demais recordar fotojornalismo desta qualidade.



20
Oct 09

A rapariga e o seu Danboard

O Danboard é um robô de papelão, que na realidade não é robô nenhum, mas isso não interessa nada. É uma personagem da famosa manga Yotsuba&! e a sua action figure é muito apreciada pelos fãs. O que me leva a escrever sobre Danboard, é um Project 365 criado por Arielle Nadel dedicado ao robô, que conheci através deste link. É de louvar tanta originalidade diária, tendo de utilizar sempre o mesmo boneco.

Para quem, como eu, não conhecia o Danboard, não deixa de ser espantoso verificar que uma pesquisa no Flickr devolve quase 5000 resultados, é um fenómeno de popularidade fotográfica este boneco. E também me parece (e agora vou ser mauzinho) que é um método rápido para chegar ao Explore. Mas ninguém tira mérito e a originalidade às fotografias conseguidas. Quem gostou desta galeria, pode ainda dar uma vista de olhos a estas duas de outros users (WillyCoolPics e Kiwi_Gal).



9
May 09

Project 365: Abril



5
Apr 09

Project 365: Março



11
Mar 09

Project 365

O Project 365 é um grupo do Flickr com mais de 9000 membros. O objectivo? Uma foto por dia durante 365 dias, nada mais nada menos que um ano. Porquê? Porque a vida passa rápido e não há nada melhor que olhar para trás e lembrar o que se passou, o que originou a foto, por onde se andou, com quem se esteve.

Para além disso, a ideia de no final fazer um álbum com as 365 fotos agrada-me bastante. Isto para não falar na evolução que acaba por ser uma consequência da obrigação de andar sempre com a máquina atrás. Por acaso até ando a pensar comprar uma compacta jeitosa. Talvez uma Panasonic FX-37 ou uma Fujifilm F50fd.

Podem seguir o desenrolar do projecto no meu Photoblog ou no meu Flickr



27
Jan 09

Poladroid

Old style @ Poladroid Pit stop @ Poladroid Calm tide @ Poladroid Traineira @ Poladroid Gull fight @ Poladroid



28
Nov 08

dSLR + Tilt-shift



25
Nov 08

Roubar fotografias continua na moda

O título vem no seguimento deste post do Rui Moura, há menos de um mês atrás. Para demonstrar que este tipo de acontecimentos é cada vez mais comum e que em Portugal não há qualquer respeito no que toca a propriedade intelectual.

Estava ontem depois do almoço a beber o meu cafezinho e a desfolhar a revista Domingo, que acompanha o Correio da Manhã, quando me deparo com uma fotografia que reconheci logo, pois pertence ao Ricardo Santos. Se não me engano está na página 58, a ilustrar a vila de Porches e o seu potencial turístico.

Enviei-lhe imediatamente uma SMS a explicar o sucedido e a perguntar se ele tinha conhecimento da publicação. Mas tal como eu suspeitei inicialmente, foi tudo feito à revelia do autor. Não sei se o Ricardo já tomou alguma providência ou fez algum contacto, mas achei por bem tornar público este acontecimento.