O debate em torno do Projecto de Lei 118 (Lei da Cópia Privada) está ao rubro e tem sido, salvo raras excepções, unilateral. A Jonas elaborou uma já extensa lista de opiniões diversas, vale a pena perder algum tempo para nos inteirarmos do que está realmente em causa.
O principal erro desta proposta é obviamente a premissa de que todos utilizam para cópia privada pen drives, discos rígidos, telemóveis, cartões (SD, CF, etc), impressoras e outros dispositivos que permitem o armazenamento de conteúdo digital. O segundo maior erro é estar pensada para ser aplicada no momento, sem olhar para o futuro, onde, pelos mesmos moldes, daqui a 10 anos poderemos facilmente estar a pagar 50 vezes o produto, só em imposto.
De notar ainda que esta lei não tem a ver directamente com pirataria, tem a ver com cópia privada, tendo como objectivo compensar os autores, ou em português, encher os cofres dos lobbies que supostamente os representam. Entidades encabeçadas por mentes retrógradas e sem qualquer perspectiva de adaptação ao mercado.
Neste momento utilizo para armazenamento 6TB com redundância, aproximadamente 4TB reais. Ainda estou longe de esgotar a capacidade, mas a grande maioria do espaço é ocupado por fotografias que tirei. Se esta lei fosse aprovada, os 6TB pagariam 120€ de taxas. A SPA e amigos lucrariam 120€ com espaço que eu utilizo para colocar fotografias e vídeos que eu produzo. Com a constante evolução os ficheiros RAW são cada vez maiores, logo preciso de cartões de memória maiores. Porque raio devo pagar à SPA pelos cartões que utilizo nas minhas máquinas fotográficas?
São só mais alguns produtos para a lista de artigos (livros, videojogos, etc) que se compram a metade do preço lá fora, a um clique de distância.






