Robin Hood

O regresso da galardoada dupla Riddley Scott e Russell Crowe com uma das histórias medievais mais mediáticas de todos os tempos, Robin Hood, fica muito aquém das expectativas. Entro logo assim a pés juntos porque fiquei decepcionado e agora, muita atenção, porque se seguem spoilers!

Robin Hood

Ao contrário do esperado, a história é basicamente uma prequela do Príncipe dos Ladrões. E ao longo de todo o filme só por um ou dois momentos Robin Longstride é tratado como Robin of the Hood. Temos a primeira hora e meia de filme com um desenvolvimento lento mas interessante, não obstante as várias facadas na história original (como exemplo: o João Pequeno junta-se ao bando depois de lutar com Robin sobre uma ponte, isto é quase cultura geral), e uma segunda parte apressada e por várias vezes a roçar o ridículo.

O arqui-inimigo Xerife de Nottingham aparece em meia dúzia de cenas, todas elas sem grande interesse para o desenvolvimento da história, e é substituído como rival por um inglês comedor de ostras que conspira a favor do Rei Filipe de França.

Para mim, que tenho algum interesse por tudo o que é da altura medieval, aquela batalha final é candidata a batalha mais ridícula da história do cinema. Sempre ouvi dizer que o Riddley Scott é conhecido pela importância que dá aos detalhes e pela exactidão dos mesmos. Piada? Nem sei por onde começar… O desembarque das tropas francesas em landing crafts do século XII? Robin, um arqueiro, na frente de batalha com um martelo de cabo longo? Uma mulher a lutar com armadura, cota de malha e espada longa, junto com crianças sem qualquer tipo de protecção, a chacinar um exército treinado? Uma seta de penas molhada mas com o trajecto certinho? O gajo devia ser um físico e pêras! Para não falar da Magna Carta redigida por um pedreiro (pelos vistos na altura também havia licenciados na construção civil) e… queimada?

Viva ao Robin Hood: Men in Tights, quase que consegue ser mais sério!

Amena cavaqueira, 5 comentários!

  1. Review muito boa e engraçada. :)

    Na altura pensei em ir ver o filme ao cinema, principalmente pela dupla principal, mas agora com este tipo de reviews, mais vale esperar para ver em casa…

  2. Ena que desilusão eu que sou um fã do épico “Príncipe dos Ladrões” e do “Gladiador” estava à espera de um bom filme. Ainda bem que avisas que não vale a pena ir ver ao cinema.

  3. pois ….os mações eram conhecidos por ser o que !?!?!?!?!?
    Cultivadores de cerejas não?

  4. Tiago Farrajota

    se por um lado tens razão, tens razão no teu raciocínio. por outro acho que no século XII não havia uma ordem francomaçónica funcional.

    na Europa feudal para além do clero era quase impossível que alguém soubesse ler e escrever. mesmo dentro do clero havia quem estivesse destinado a essas tarefas (clero regular, nos mosteiros), porque os livros eram agrupados quase todos nos mesmos sítios.

    • mesmo assim ….. é plausivel ( á moda caçadores de mitos )

      PEta Peta é os putos VS os franceses em plena praia ….isso sim muito mau !

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