Eu quando tinha os meus 4 anos tinha uma predilecção por formigas. Costumava brincar num monte de areia dura, no meio da terra, onde utilizava a areia para criar um habitat para as formigas, o que envolvia ainda uma alta dose de laranjas maduras ou podres, para atrair as formigas. Para além disso, ainda costumava fazer casas em LEGO para gafanhotos, que eu andava a apanhar no meio das ervas. Terei jogado as mãos sujas à boca? De certeza! Terei comido alguma porcaria? Muito provavelmente. Se cresci saudável? Yap, sem doenças crónicas, sem qualquer tipo de alergia ou asma. Há ligação directa? Bem, há uma hipótese desde 1989.
In medicine, the hygiene hypothesis states that a lack of early childhood exposure to infectious agents, symbiotic microorganisms (e.g., gut flora or probiotics), and parasites increases susceptibility to allergic diseases by modulating immune system development.
Hoje lembrei-me de falar nisto devido a alterações no que toca à importância desta hipótese. À relativamente pouco tempo foi descoberta outra hipótese, que relaciona as inflamações crónicas com o risco de diabetes e problemas cardíacos, o estudo foi então aprofundado e como se pode ler no NewScientist a conclusão foi a seguinte:
McDade suggests that early exposure to germs could reduce chronic inflammation later in life, and therefore the risk of developing a host of serious conditions. “This takes the hygiene hypothesis well beyond allergy,” he says. “This is consistent with the effect of germs on immune development,” says Richard Gallo of the University of California, San Diego.
McDade hopes that one day we may be able to safely expose babies to the protective elements of germs without incurring the risks that come with infections. In the meantime, he is taking a less high-tech approach: “If my 2-year-old drops food on the floor, I just let him pick it up and eat it.”
Claro que não se devem por isso descurar os cuidados e cada caso é um caso. O que eu vejo é que é necessário um maior balanço, não é “ah, agora não vou esterilizar o biberão ao puto, pra ele crescer forte” mas também não é proibir uma criança de dois anos de brincar na relva porque “está” suja (sim, já ouvi isto algures).







Isto resume uma das minhas máximas de vida (desde que fui mãe):
Não se educa uma criança sem uma razoável dose de merda.
Bem, basta ler um pouco sobre o sistema imunitário e a maturação/desenvolvimento da glândula tiróide para entender o porquê desta “hipótese” e como, na minha humilde opinião, faz todo o sentido.
Acho que já escrevi algo sobre isso
E concordo a 200% contigo, não fosse eu campónio
Eu não fui criado num infantário, fui criado pelos meus avós e bisavós em vinhas e hortas, fiz a minha primeira horta com 4 anos
E claro, que andava sempre metido em merda! Tanto eu como o meu irmão somos saudáveis, e não foi o facto de andar a usar estrume como adubo para as hortas que me deixou doente, até era capaz de dizer que “antes pelo contrário”
A minha sobrinha está a ser criada de uma forma muito semelhante, há de facto certos cuidados mas nada psicótico
Smepre disse ke ser porco na fazia mal nenhum
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