
As câmaras digitais da Ricoh sempre foram dirigidas a nichos de mercado, principalmente a gama alta, as GX e GR são amadas do fundo do coração pela maioria dos seus donos, eles são é poucos. Mas a Ricoh agora deu um passo em frente, ou se preferirem um passo ao lado, e lançou a GXR, uma câmara compacta que permite a troca de uma parte dos seus componentes (um conjunto de objectiva, sensor e processador de imagem) em bloco, ao invés da trocar apenas de objectiva.
A GXR concorre lado a lado com uma Panasonic Lumix GF1 no que toca a tamanho e peso, mas os seus argumentos são outros. Bem, sinceramente, nesta fase ainda é difícil definir bem os argumentos da GXR. No lançamento estarão disponíveis:
• Corpo GXR: 459€
• Viewfinder VF-2: 249€
• Flash GF-1: 269€
• Pack A12: 670€
• Pack S10: 370€
O pack A12 tem um sensor CMOS APS-C de 12 Megapixeis com processador GR Engine II e uma objectiva 50mm f/2.5 Macro. Já o pack S10 é mais all-around, com um sensor CCD mais pequeno (1/1.7) de 10 Megapixeis com processador Smooth Imaging Engine IV e uma objectiva 24-72mm f/2.5-4.4 VC.
Por aqui já dá para ver como irá ser possível jogar com a conjugação sensor/objectiva. Todas as distâncias focais apresentadas são equivalentes, o crop factor do A12 é de 1,5 vezes e do S10 de 4,7 vezes. É possível desta forma verificar que todas as objectivas serão pequenas, mesmo as tele-zooms, bastando para isso utilizar um sensor pequeno (algo tipo m4/3 para as teles e um APS-C ou mesmo algo maior para primes e wides).
Temos ainda a possibilidade de uma grande optimização da combinação dos elementos, se tudo estiver polido, a focagem será sempre no ponto, pode existir correcção automática da distorção (ao bom estilo da Olympus) e não haverá (tantos) problemas de pó no sensor, uma vez que tudo estará selado.
Os preços é que não têm qualquer lógica na minha opinião, mesmo para preços de lançamento está tudo demasiado caro. O corpo é caro demais para um LCD com bateria e os packs são caros demais para aquilo que oferecem, principalmente o S10.
E o futuro?
Aqui entra o sonho. Se a Sigma faz objectivas third-party, porque não fazer packs third-party com o belo sensor Foveon? Acho que é a única associação que vejo possível entre marcas neste momento, numa tentativa de combater as m4/3. Não estou a ver ser possível uma hipótese que muita gente aponta, packs apenas com sensor + processador e correspondente baioneta (ou seja, sensor APS-C, processador correspondente e baioneta Nikon F-Mount por exemplo).
Talvez tivesse sido mais interessante dividir a máquina em três packs: corpo + sensor e cpu + objectiva. A optimização de todas as combinações seria bem mais complicada, no entanto possível e quem sabe, uma aposta que surgirá num futuro próximo.







muito interessante ……
Os preços da Ricoh são sempre um pouco premium, e sempre um pouco proibitivos. É uma pena, porque o conceito é realmente do meu agrado, principalmente por causa do tamanho.