Esta entrada no weblog vai estar dividida em duas partes. Esta é a primeira. Serve esta primeira parte para pedir o despedimento do funcionário da Castello Lopes responsável pelo filme (500) Days of Summer ser lançado directamente para DVD.
Estes últimos meses de cinema têm sido uma desgraça e muito se deve aos distribuidores e à sua falta de bom senso. O que raio faz o Step Up 2 nesta altura nos cinemas? O filme estreou nos EUA a 14 de Fevereiro de 2008 (sim, há mais de ano e meio)! O The Men Who Stare at Goats, que está na minha lista prioritária, estreou a semana passada nos EUA, quando é que o filme chega a Portugal? Ora, daqui a sensivelmente três meses, a 28 de Janeiro de 2010… Querem um reality check? Por essa altura já estarão disponíveis por essa Internet fora rips de DVD e Blu-ray.

Parte dois. É uma pena mas quem quiser ver este filme em Portugal nos próximos meses, vai ter de o fazer de forma ilegal. Não foi o meu caso, porque eu felizmente fui a Inglaterra só para o ver, pelas terras de Sua Majestade estreou em Setembro…
O realizador deste filme nunca quis enganar ninguém, desde o início que fica assente que não se trata de uma história de amor. Ou citando as taglines: “Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn’t.” ; “This is not a love story. This is a story about love.”
E é isso mesmo, uma história sobre amor, que fala mais sobre amor do que todas as histórias “feliz para sempre” juntas. Isto é acima de tudo, uma história que podia ser a de qualquer pessoa, e que eu acredito, piamente, tratar-se de uma vivência real transposta por um dos guionistas. Aliás, a seguinte tirada logo na abertura – “The following is a work of fiction. Any resemblance to persons living or dead is purely coincidential. Especially you, Jenny Beckman. Bitch.” – dá o mote a essa ideia.
(500) Days of Summer tem vários aspectos refrescantes no que toca a romances. O decorrer da acção não é linear, os avanços e recuos na linha temporal da história encaixam perfeitamente, uma vez que não é suposto haver reviravoltas. Não há cá a fórmula «conhecem-se, apaixonam-se, separam-se, voltam a juntar-se e vivem felizes para sempre» isso é num dos milhentos filmes da sala ao lado. Aqui estão os altos e baixos de uma relação, a frustração de não saber o que o outro pensa, a separação e o seguir em frente; mas o mais importante é mesmo a forma como tudo isto nos é apresentado (há cenas deliciosas com o ecrã dividido, e não vou entrar em spoilers).
O duo por vezes romântico é de uma profundidade diferente do normal neste tipo de filmes, e de uma química que também deixa a milhas qualquer par deste tipo de filmes (Jennifer Anistons, Matthew McConaugheys, vizinhos e enteados). Para além disso ambos estão irrepreensíveis, consistentes ao longo de todo o filme: reais, tocantes, queridos; orgulhosos, complicados, humanos. Um casal como qualquer outro!
Not your average feel-good movie… Para mim é um dos melhores filmes deste ano.








