(Arquivo para November, 2009)


16
Nov 09

(500) Days of Summer

Esta entrada no weblog vai estar dividida em duas partes. Esta é a primeira. Serve esta primeira parte para pedir o despedimento do funcionário da Castello Lopes responsável pelo filme (500) Days of Summer ser lançado directamente para DVD.

Estes últimos meses de cinema têm sido uma desgraça e muito se deve aos distribuidores e à sua falta de bom senso. O que raio faz o Step Up 2 nesta altura nos cinemas? O filme estreou nos EUA a 14 de Fevereiro de 2008 (sim, há mais de ano e meio)! O The Men Who Stare at Goats, que está na minha lista prioritária, estreou a semana passada nos EUA, quando é que o filme chega a Portugal? Ora, daqui a sensivelmente três meses, a 28 de Janeiro de 2010… Querem um reality check? Por essa altura já estarão disponíveis por essa Internet fora rips de DVD e Blu-ray.

Parte dois. É uma pena mas quem quiser ver este filme em Portugal nos próximos meses, vai ter de o fazer de forma ilegal. Não foi o meu caso, porque eu felizmente fui a Inglaterra só para o ver, pelas terras de Sua Majestade estreou em Setembro…

O realizador deste filme nunca quis enganar ninguém, desde o início que fica assente que não se trata de uma história de amor. Ou citando as taglines: “Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn’t.” ; “This is not a love story. This is a story about love.”

E é isso mesmo, uma história sobre amor, que fala mais sobre amor do que todas as histórias “feliz para sempre” juntas. Isto é acima de tudo, uma história que podia ser a de qualquer pessoa, e que eu acredito, piamente, tratar-se de uma vivência real transposta por um dos guionistas. Aliás, a seguinte tirada logo na abertura – “The following is a work of fiction. Any resemblance to persons living or dead is purely coincidential. Especially you, Jenny Beckman. Bitch.” – dá o mote a essa ideia.

(500) Days of Summer tem vários aspectos refrescantes no que toca a romances. O decorrer da acção não é linear, os avanços e recuos na linha temporal da história encaixam perfeitamente, uma vez que não é suposto haver reviravoltas. Não há cá a fórmula «conhecem-se, apaixonam-se, separam-se, voltam a juntar-se e vivem felizes para sempre» isso é num dos milhentos filmes da sala ao lado. Aqui estão os altos e baixos de uma relação, a frustração de não saber o que o outro pensa, a separação e o seguir em frente; mas o mais importante é mesmo a forma como tudo isto nos é apresentado (há cenas deliciosas com o ecrã dividido, e não vou entrar em spoilers).

O duo por vezes romântico é de uma profundidade diferente do normal neste tipo de filmes, e de uma química que também deixa a milhas qualquer par deste tipo de filmes (Jennifer Anistons, Matthew McConaugheys, vizinhos e enteados). Para além disso ambos estão irrepreensíveis, consistentes ao longo de todo o filme: reais, tocantes, queridos; orgulhosos, complicados, humanos. Um casal como qualquer outro!

Not your average feel-good movie… Para mim é um dos melhores filmes deste ano.



13
Nov 09

Está tudo bem!

Se virem este vídeo, perdem aproximadamente 8 minutos de tempo útil no shopping!



10
Nov 09

A inovadora Ricoh GXR

As câmaras digitais da Ricoh sempre foram dirigidas a nichos de mercado, principalmente a gama alta, as GX e GR são amadas do fundo do coração pela maioria dos seus donos, eles são é poucos. Mas a Ricoh agora deu um passo em frente, ou se preferirem um passo ao lado, e lançou a GXR, uma câmara compacta que permite a troca de uma parte dos seus componentes (um conjunto de objectiva, sensor e processador de imagem) em bloco, ao invés da trocar apenas de objectiva.

A GXR concorre lado a lado com uma Panasonic Lumix GF1 no que toca a tamanho e peso, mas os seus argumentos são outros. Bem, sinceramente, nesta fase ainda é difícil definir bem os argumentos da GXR. No lançamento estarão disponíveis:

• Corpo GXR: 459€
• Viewfinder VF-2: 249€
• Flash GF-1: 269€
• Pack A12: 670€
• Pack S10: 370€

O pack A12 tem um sensor CMOS APS-C de 12 Megapixeis com processador GR Engine II e uma objectiva 50mm f/2.5 Macro. Já o pack S10 é mais all-around, com um sensor CCD mais pequeno (1/1.7) de 10 Megapixeis com processador Smooth Imaging Engine IV e uma objectiva 24-72mm f/2.5-4.4 VC.

Por aqui já dá para ver como irá ser possível jogar com a conjugação sensor/objectiva. Todas as distâncias focais apresentadas são equivalentes, o crop factor do A12 é de 1,5 vezes e do S10 de 4,7 vezes. É possível desta forma verificar que todas as objectivas serão pequenas, mesmo as tele-zooms, bastando para isso utilizar um sensor pequeno (algo tipo m4/3 para as teles e um APS-C ou mesmo algo maior para primes e wides).

Temos ainda a possibilidade de uma grande optimização da combinação dos elementos, se tudo estiver polido, a focagem será sempre no ponto, pode existir correcção automática da distorção (ao bom estilo da Olympus) e não haverá (tantos) problemas de pó no sensor, uma vez que tudo estará selado.

Os preços é que não têm qualquer lógica na minha opinião, mesmo para preços de lançamento está tudo demasiado caro. O corpo é caro demais para um LCD com bateria e os packs são caros demais para aquilo que oferecem, principalmente o S10.

E o futuro?

Aqui entra o sonho. Se a Sigma faz objectivas third-party, porque não fazer packs third-party com o belo sensor Foveon? Acho que é a única associação que vejo possível entre marcas neste momento, numa tentativa de combater as m4/3. Não estou a ver ser possível uma hipótese que muita gente aponta, packs apenas com sensor + processador e correspondente baioneta (ou seja, sensor APS-C, processador correspondente e baioneta Nikon F-Mount por exemplo).

Talvez tivesse sido mais interessante dividir a máquina em três packs: corpo + sensor e cpu + objectiva. A optimização de todas as combinações seria bem mais complicada, no entanto possível e quem sabe, uma aposta que surgirá num futuro próximo.



8
Nov 09

Uma década em 100 fotografias


(fotografia por Akintunde Akinleye, 1º lugar do World Press Photo 2007)

O jornal Público disponibilizou Uma década em 100 fotografias, da agência Reuters. Dez fotografias ilustram cada ano. Embora muitas delas sejam bem conhecidas (como a que aqui deixo), nunca é demais recordar fotojornalismo desta qualidade.