File-sharing is good, allowing people to share music, movies and culture. Today four of the pioneers of file-sharing are on trial in Sweden, in yet another attempt by the movie and music industries to stop technological innovation and development by force.
But it is not the people behind the Pirate Bay who have shared files. It is us, the millions who use their site. They’ve got the wrong people. We won’t go away even if the prosecution should win this case, nor will the technology disappear that lets us share the music and films we love.
Let the music and movie industry know who the file-sharers are.

Mais de mil criminosos já mostraram a cara, porque não vão atrás deles? Porque vão atrás das quatro caras que representam o The Pirate Bay, quando não são eles os responsáveis pelo conteúdo transaccionado no tracker? O julgamento mais mediático do ano a nível mundial está aí e pouco ou nada se noticia por cá. Isso é porque por cá ninguém faz troca de conteúdos, somos todos santos, desde o filho do polícia ali da esquina, passando pelo presidente da JSD, até ao neto do Presidente da República. Todos santos, mas se calhar todos eles com contas no BTnext (mas isso existe? E eu que pensava que a pirataria em Portugal tinha acabado depois do fim do BTuga).
Sites hackados, um documentário lançado, pessoas a dar a cara como utilizadores do tracker, seja no site ou nas ruas (imagem em baixo) e por cá nada se passa…

Quer se queira, quer não, o acesso à cultura aumentou exponencialmente desde a massificação do uso da Internet. Per capita, muito mais música é ouvida, muitos mais filmes e séries são vistos. E nem preciso tocar na pirataria, a cena independente é movida pela internet actualmente, é movida pela livre troca de conteúdos, pelos trackers e rapidshares desse mundo fora. Num panorama causa-efeito geram-se discussões, gera-se troca de informação, gera-se conhecimento.
Os argumentos dos grandes papões são uma merda, tanto que metade das acusações foram retiradas logo no início do julgamento. Tentam pintar o The Pirate Bay como uma organização altamente rentável, quando os custos de manutenção do maior tracker do mundo são (pelo menos para mim) inimagináveis. De qualquer forma isso não deve interessar até que pelo menos consigam provar que o tracker serve de hosting para material que viola os direitos de autor, o que não conseguem. O IFPI agarra-se ainda às seguintes acusações:
» Foram feitas algumas sessões de download/upload por parte dos representantes da acusação, todas elas de material que tinham previamente adquirido, logo, tráfego legal. No entanto, partem do princípio que os restantes peers envolvidos estão a gerar tráfego ilegal. E, com base nesse suposto crime, envolvem o tracker como meio de suporte para o acto ilegal;
» As organizações parceiras do IFPI (Warner Bros., Sony BGM, EMI, etc.) que formam parte da acusação, ligam o The Pirate Bay à perda de milhões de euros em vendas.
Ora, é impressão minha, ou isto são tudo tiros no escuro? O primeiro ponto parte de vários pressupostos, suposições nunca na vida foram provas. No segundo ponto, utilizam uma argumentação que também não tem sustentação. Primeiro porque não existe documentação real que ligue a pirataria à diminuição das vendas, e segundo, mesmo que existisse uma ligação real, estamos a pressupor que a pirataria acontece, e que o tracker é o meio de difusão da mesma, não existindo provas mais uma vez.
DISCLAIMER: Não sou pro-pirataria, mas também não condeno a mesma, sou a favor de uma convivência saudável. Vejo dezenas de filmes no cinema todos os anos, mas isso não quer dizer que todos os filmes lançados estejam disponíveis nos cinemas nacionais. Compro vários jogos, mas isso não quer dizer que não teste alguns antes de comprar, ou que concorde com o DRM incluído nos mesmos. Vejo séries e animes aos quais de outra forma dificilmente iria ter acesso. Aos olhos dos grandes papões sou um pirata, porque não lhes dou ainda mais lucro. This is what a criminal looks like.