Fui ver este filme no dia da sua estreia nacional, sem ter visto qualquer trailer nem ter lido qualquer informação… Má escolha. Nesse dia encontrei-me com o Pedro Martins, ele ia ver o Atonement, e que me chamou pipoqueiro, bem, ele não estava muito longe da realidade, comer pipocas foi o melhor que fiz nessa noite…

Como não sabia nada sobre o Cloverfield, estive o tempo todo à espera que a filmagem mudasse, que deixasse de ser um filme na primeira pessoa, mas hey, pelos vistos era esse o objectivo principal, mostrar apenas o que aquele grupo de pessoas vê, um grupo de pessoas completamente normais que só quer fugir do pesadelo.
Fugir? Eu disse fugir? Bem, então se calhar este grupo não é de pessoas assim tão normais. Este grupo de pessoas anormais, lideradas pelo major anormal, acham que o ideal é ir à procura de uma rapariga, pela qual o major anormal está apaixonado, isto já sabendo de princípio que ela está no apartamento, cheia de sangue e que não se consegue mexer, e que o apartamento está na zona mais perigosa da cidade.
O filme é intenso, tem bons efeitos visuais e sonoros, e tem o seu quê de originalidade, principalmente a forma como são introduzidos os flashbacks. Mas as personagens não pegam, são um bando de jovens sem interesse e não nos é dada a possibilidade de os conhecer, só consegui ter uma simpatia, embora mínima, pelo rapaz da câmara. De resto tive a contar os minutos para que eles morressem.
Sim, já sei que é muito bom porque tem a mão do J. J. Abrams (ou o nome, visto que ele é apenas produtor executivo) e que não tenho nenhuma cultura cinematográfica (o que quer que isto signifique). Por isso se me quiserem contrariar, sejam originais…