mãos

Seja como Cam ou João Tamura, este gajo é um Artista, com A grande. Vale a pena ouvir mais, no Bandcamp ou YouTube.

gerações

Vejo fotografias do passado, amigos de braço dado
Fatos de treino, sorrisos na cara e o joelho esfolado
Vejo fotografias recentes, os amigos, estão diferentes
Não é pior nem é melhor, é o futuro. De repente.

No meu tempo, no teu tempo.. No meu tempo era igual
Não vias tanta TV, porque só tinhas um canal
Jogavas Mega-Drive e esperavas pelo FIFA no Natal
Não havia Mac, roubavas laranjas num quintal
Como é que alguém ficava a saber, sem um post numa rede social?

Fazia-se tudo, menos asneiras, andávamos todos na catequese
Pedras nos carris, bate-pé com as vizinhas, mães a gritarem à varanda
Eu até tenho uma tese..

Os pais são pilares da educação de cada um
Ter bom senso, cidadania e respeito não é assim tão comum
Se a geração que critico foi ensinada por alguém
Meto a mão na consciência antes de mostrar o meu desdém.

“Pior” que qualquer geração é mesmo a generalização
Julgar e criticar os outros à procura de aceitação
À procura da validação de decisões individuais
Porque, lá no fundo, somos tão melhores que os demais.

.tf ~ Gerações

brincar à nutrição

Começo a ficar verdadeiramente assustado com a aplicação do achismo em temas científicos. Que toda a gente acha ou opina sobre todos os temas é certo e espetável nos dias de hoje, através da Internet todos acabam por expressá-la, seja em comentários, fóruns, blogs, ou vídeos no YouTube. O problema é a quantidade de informação “errada” que acaba por se multiplicar e por vezes até passa para a TV ou jornais.

No que toca à nutrição o achismo pode ser problemático e até perigoso ou negligente. A nutrição como ciência é bastante recente, algumas dezenas de anos de estudos deixam pouca margem para tirar conclusões, principalmente numa disciplina onde tantas variáveis interagem entre si. Juntando a isso alguns estudos “financiados” e outros cujas conclusões não são devidamente suportadas pelos dados: navegamos em mares tumultuosos.

Chegámos a um ponto onde todo o personal trainer dá conselhos infalíveis, onde as revistas e jornais vomitam conteúdo e até a minha vizinha do lado deve cortar nos hidratos de carbono à noite (porque sim). Os americanos chamam-lhe bro science (não só no que toca à nutrição mas também ao exercício físico), por cá penso que ainda não existe nenhuma designação, alguma ideia?

Por fala em pensar, e sendo este o intuito principal deste post, vou começar uma série de artigos, ou talvez até um blog, que relaciona ciência, alimentação e saúde. Prometo desde já não brincar à nutrição.

dança Carolina, dança

Passou pouco mais de um mês sobre o dia em que a Sandra me ligou abalada a perguntar “passou-se alguma coisa com o Pedro? estão todos a dar-lhe os pêsames” e intuitivamente lhe respondi “vê lá a Carolina”. Do outro lado ouvi um “não acredito, a Carolina..” e foi como um murro no estômago.

Conheci-te em 2009, quando as OMG começaram a dançar nos concertos do Reflect. Passado algum tempo, começaste a namorar com o Pedro e foi engraçado acompanhar a tua influência, as pequenas mudanças. Ainda há pouco tempo estava a jantar com ele e “gozei” com a blusa rosa, que obviamente, foste tu que escolheste. As piadas que fazia nos comentários das fotografias “lamechas” eram a partilhar a vossa felicidade contagiante.

Ao longo destes anos fotografei-te centenas de vezes. Há um mês atrás tirei muito poucas, desculpa, porque nunca as queria ter tirado.

A família Kimahera ficou mais pobre. A perda não foi da minha família de sangue mas o sentimento que perdura diz-me o contrário. Ontem enquanto conduzia passou na rádio a música Another Love e espalhou-se uma angustia indiscritível. Por isso não consigo imaginar o que tu, Pedro, estás a sentir. A cada música, a cada texto, a cada fotografia, a cada vídeo. As palavras de pouco valem nestas situações, disse-te o quão impressionado fiquei com o teu discernimento num momento destes, mas não te disse o quanto te admiro. És um exemplo de força, determinação, de amor. Inspiras esta família que suportas, que se revê nos teus ideais e que, nunca te esqueças, também está aqui por ti e para ti.

Dança enquanto esperas por nós e pelo “tê” Pedro, Carolina.

até já Carol

holanda: amsterdam

Amesterdão foi o ponto de passagem óbvio, confesso que pouco me lembrava da minha visita há 14 anos e por vezes tinha flashes de algumas semelhanças ou, possivelmente, falsas memórias. Chegado à Amesterdam Centraal e pela Damrak com o Wintermarkt em pleno funcionamento é fácil ficar instantaneamente com fome. É à escolha: vlaamse frites (há foto mais abaixo), stroopwafel, oliebollen ou mesmo uma salsicha xxl.

A mistura da agitação de uma capital europeia com a estética de há séculos atrás é extremamente intrigante. Não estou de todo habituado a ver a reabilitação de fachadas antigas a este nível e perceber que praticamente todos os prédios em Amesterdão são no mínimo centenários (vi alguns do século XVI) é parte do fascínio da cidade. Juntando a isso os restaurantes, as lojas, os cafés e os museus; são necessários vários dias para explorar Amesterdão devidamente, isto contando com a quantidade de vezes que nos perdemos pelas ruas idênticas: “humm, eu já vi este canal antes”…

É fácil perceber o porquê do I AMsterdam (e o porquê de ocupar um espacinho no coração). Reflecte o espírito relaxado e frugal dos holandeses sem nunca se demarcar da imagem de grande capital. Eu, que não costumo percepcionar paraísos fora do Algarve, até me via a viver por lá.

holanda: bloemendaal

Estive em passeio pela Holanda, com o objectivo principal de encontrar um casal amigo e o seu rebento e o objectivo secundário de rever Amesterdão.

A primeira paragem, e quartel general, foi Bloemendaal. Uma pequena cidade bastante conhecida pelas suas praias e festas de Verão, o equivalente à Vilamoura lá do sítio. Mas estamos em pleno Dezembro, com temperaturas a rondar os 5ºC e o pôr-do-sol a acontecer pouco depois das 16h. Uma cidade com contornos de vila, com mais vivendas que apartamentos, pequenas lojas e cafés típicos. Abriu-me um sorriso na cara ver umas 20 pessoas na “esplanada” de um café, sentadas em fardos de palha em redor de um forno a lenha, a ouvir uma história em holandês. Parecia tirado de um filme.

A estação de comboios de Bloemendaal foi o ponto de partida diário. Ter uma bicicleta e comboios regulares foi suficiente para o dia-a-dia e parece-me também suficiente para a maioria dos holandeses, mesmo fora das maiores cidades. Para quem está a visitar acho obrigatório utilizar a bicicleta como meio de transporte ,para tentar integrar a mentalidade e perceber que, afinal, é lógico, eficiente e divertido. Agora vou ter de comprar uma pasteleira…

boa noite!

Andava no YT à procura de uma música trap chamada Boa Noite e acabei a ouvir esta, da Karol Conka. Pelos vistos faz parte da tracklist do FIFA’14.

quarteira no inverno

O Algarve é um destino turístico por excelência durante os meses de maior calor. No entanto, vários são os estrangeiros que cá vêm durante os períodos mais frios. Vários são também os que escolheram cá morar. Pode-se considerar que, numa escala de frio, o nosso é bastante ameno. Sendo que existem outras vantagens, como a calma, segurança e, muito importante, as paisagens. O objectivo do projecto fotográfico “algarve no inverno” é mostrar o outro lado, todos conhecem o Algarve com o triplo da população, bares cheios até de madrugada, festas e agitação. E este?

voltei

DSCF1085

Mentira, não voltei, porque nunca me fui embora. Fiz questão de arquivar vários anos de conteúdo e começar algo novo, no sítio do costume, pronto a entrar em 2014 com os dois pés no ar. Não me consigo desligar dos weblogs, mas não vou fazer promessas. Pelo menos um post já está.